Marché au Minho (1916) – Sonia Delaunay (1885 – 1979)

0
13

Check out these estilos decorativos, images:

Marché au Minho (1916) – Sonia Delaunay (1885 – 1979)
estilos decorativos,
Image by pedrosimoes7
Centro de Arte Moderna (CAM), Calouste Gulbenkian Foundation, Lisboa, Portugal

Materials : Wax on paper mounted on canvas

Collection: Private

BIOGRAPHY:

Nascida com o nome Sofia Stern numa família pobre, foi adoptada por um tio materno, Henry Terk, advogado de renome em S. Petersburgo, que lhe proporcionou uma sólida educação e apoiou a sua inclinação para a arte. Aos dezoito anos, Sonia vai estudar desenho para Karlsruhe, na Alemanha, com Schmidt-Reutter, e dois anos mais tarde, em 1905, vai para Paris atraída pela dinâmica artística e cultural da capital francesa. Inscreve-se na Academia de la Palette. Contudo os mestres neo-clássicos que corrigem sistematicamente as telas dos seus alunos afastam-na do ensino académico. Sonia sente-se melhor a trabalhar sozinha e a descobrir pela cidade a arte que mais lhe interessa: Van Gogh, Gauguin, Bonnard, Vuillard, ‘os fauve magníficos’, e também Braque, Derain, Vlaminck, Dufy e o Douanier Rousseau, que Wilhelm Udhe, coleccionador e marchand de arte, mostra discretamente a alguns, poucos, iniciados. Casa-se com Udhe em Londres, em 1908, um ‘casamento branco’ que lhe permite ficar a viver em Paris, “pelo amor da arte e da liberdade”.

Conhece Robert Delaunay nos círculos de artistas que frequentam Udhe, e em 1910 obtém o divórcio para se casar com Robert. Instalam-se no nº 3, rue des Grands Augustins onde mantêm atelier até 1935. Realiza para a cama do seu filho Charles, nascido em 1911, uma colcha a partir de diferentes tecidos coloridos justapostos em mosaico (seguindo a técnica do patchwork usada pelas camponesas russas) e considerada uma primeira composição abstracta. A par com a pintura, Sonia transforma a sua casa num cenário experimental onde aplica as pesquisas de contrastes simultâneos à confecção de abat-jours, encadernações em tecido para livros, coletes e um vestido simultâneo, celebrado em 1914 pelo poema de Blaise Cendrars, “Sur la robe elle a un corps” (‘Sobre o vestido ela tem um corpo”). Esta decoração e objectos simultâneos contrastam com as paredes pintadas de branco (uma extraordinária novidade em termos de decoração interior (o branco substitui os velhos papéis decorativos estilo Império). Em 1913, Sonia e Blaise tinham criado o primeiro livro simultâneo, “La Prose du Transsibérien et la Petite Jehanne de France”, longo poema de viagem da autoria de Blaise com pintura de Sonia, e que desdobrado media 2 metros de altura, atingindo toda a edição a altura da torre Eiffel. Nesse mesmo ano, Sonia participa no Primeiro Salão Alemão de Outono em Berlim (na Galeria Der Sturm, exposição onde participa igualmente Amadeo de Souza-Cardoso), expondo pintura, a Prose…, cartazes e vários obejctos simultâneos.

O início da I Guerra Mundial apanha o casal em viagem estival a Espanha. Vivem alguns meses em Madrid de onde, no final da Primavera de 1915, partem para Lisboa, acabando por se instalar em Vila do Conde em Junho de 1915. A “luminosidade violenta” do norte do país, a animação das ruas, dos mercados, das danças, as cores dos trajes, das louças populares, que lembram a Sonia a Rússia da sua infância, são outros tantos motivos de atração que os levam a prolongar a estadia em Portugal até Janeiro de 1917 (regressam a Portugal, a Valença do Minho, mesmo após uma denúncia anónima de espionagem que os obriga a viver em Vigo durante algum tempo). Ambos trabalham intensamente durate o período português, aplicando e desenvolvendo as suas pesquisas sobre a cor na construção da forma. A qualidade da luz em Portugal permite-lhes “ir mais além das teorias de Chevreul e encontrar, para além dos acordes assentes nos contrastes, dissonâncias, isto é, vibrações rápidas que provocam uma exaltação maior da cor através da vizinhança de certas cores quentes e frias”. A ligação entre arte e vida torna-se ainda mais forte, numa vivência mais intensa.

Necessidades materiais, o assegurar de contactos que lhes permitam trabalho remunerado com o fim brusco dos rendimentos provenientes da Rússia na sequência da Revolução de 1917, levam-nos de volta a Madrid. Sonia inicia uma colaboração com os Ballets Russes de Diaghilev, como figurinista do bailado “Cleópatra”, e abre a “Casa Sonia”, comercializando com sucesso os seus objectos, roupas e acessórios ‘simultâneos’.

Regressam finalmente a Paris em 1921, onde convivem com a “nova vanguarda dadaista e surrealista”: Philippe Soupault, Tristan Tzara e André Breton. Em 1922 Sonia realiza com Soupault um cortinado-poema e com Tzara o seu primeiro vestido-poema. Começa a produzir ‘tecidos simultâneos’ para uma casa comercial de Lyon, desenvolvendo gradualmente a sua produção até atingir uma escala considerável e um grande sucesso (30 empregadas na década de 1930, um número crescente de encomendas). A sua participação na Exposição Internacional de Artes Decorativas, em Paris, 1925, juntamente com o costureiro Jacques Heim, é determinante para a crescente divulgação e sucessos dos seus tecidos. Data da década de 1930 a sua relação profissional e de amizade com Jacques Damase, que regista a coerência da criação visual pictórica e aplicada de Sonia Delaunay “As suas colecções de costura”, vendidas a partir da Boutique Simultanée, elegantemente instalada nos Champs Élysés, “são uma colecção de quadros vivos. Ela continua a sua ideia de 1913, data do seu primeiro vestido simultâneo: porque os vestidos, para ela, são como arquitecturas de cores que soam como uma fuga; um vestido, um casaco, é uma porção de espaço ordenada e concebida pela matéria e pelas dimensões.”

Em 1937, Robert e Sonia recebem a encomenda da decoração dos Pavilhões do Ar e dos Caminhos-de-Ferro para a Exposição Internacional de Paris. Sonia executa dois grandes paineis murais intitulados “Viagens Longínquas” e “Portugal” e ainda três painéis sobre aviação. Organiza com Robert e amigos, entre os quais Jean Arp, Marcel Duchamp, Jacques Villon, Albert Gleizes, o Primeiro Salão des Realités Nouvelles, em 1939, dedicado à arte abstracta. Robert já gravemente doente, morre em 1941, em Montpellier.

Sonia Delaunay regressa a Paris em 1945, mantendo uma constante actividade expositiva, ligada à arte concreta e arte abstracta. Inicia os seus estudos para o Alfabet, colabora na organização de exposições retrospectivas e de homenagem a Robert Delaunay, inicia uma vasta produção litográfica, participa na criação do grupo Espace. Em 1958 expõe duzentas e sessenta obras na Kunsthaus de Bielefeld para onde realizará, em 1960, um baralho de cartas que virá igualmente a ser editado pela Fundação Gulbenkian, já nos anos 1980. Em 1963 a doação ao Museu Nacional de Arte Moderna de um conjunto de cento e dezassete obras de sua autoria e de Robert Delaunay é exposta no Louvre.

A sua obra, objecto de interesse sempre renovado e de uma cada vez maior difusão, torna-se incontornável no contexto do modernismo europeu das primeiras décadas do século XX e do desenvolvimento da arte abstracta até aos anos 1960. A década de 60 verá o seu reconhecimento institucional alargado aos Estados Unidos e a confirmação em França, com a organização da grande retrospectiva no Museu Nacional de Arte Moderna em 1967. Evocando a obra e a relação da artista com Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian organiza, em Lisboa em 1972, a exposição “Sonia e Robert Delaunay em Portugal, e seus amigos Viana, Sousa-Cardoso, Pacheco e Almada Negreiros” e em 1982 “Robert e Sonia Delaunay, 1885-1979”.

Nota: as citações entre aspas pertencem à autobiografia de Sonia Delaunay, Nous irons jusqu’au soleil, publicada em 1978, Paris, Éditions Robert Laffont

Fuente de la Fama – Granja de San Ildefonso – Segovia
estilos decorativos,
Image by Antonio Marín Segovia
Autores: Demaudré y Pitué.

Fuente de La Fama

Está situada al final del parterre de su nombre. Entrando por la puerta principal y mirando a la derecha, apoyados sobre la barandilla podemos admirar el maravilloso parterre formado por caprichosas figuras geométricas a base de boj, y tejos recortados. Allá al fondo, la Fuente de la Fama.

Personajes mitológicos: La Fama, caballo alado Pegaso, la Ignorancia, la Envidia.

La Fama, divinidad de griegos y romanos, tiene cien ojos continuamente abiertos y cien bocas incansables. En continuo movimiento día y noche, recorre la Tierra de un confín a otro divulgando lo que sabe y lo que ignora, el bien y el mal, la verdad y la mentira. Nada le importa con tal de sobresalir de los demás.

Los poetas la representan con forma de mujer alada, que se remonta por los aires tocando una trompeta. En esta fuente los autores aún quisieron hacerla más ligera y la montaron sobre Pegaso, caballo alado, para que pregonase su victoria a los cuatro vientos.

Descripción de la fuente:

Fuente de La FamaEn un estanque circular de treinta y dos metros cuadrados, se erige en el centro un peñasco de unos seis metros de altura. En la cima el caballo Pegaso y sentado sobre él, la Fama toca su trompeta que, cuando el agua sale a toda presión, se alarga hasta… cuarenta y siete metros de altura. El caballo pisa a dos guerreros ya vencidos y otros dos caen despeñados por el risco que representan a la ignorancia y a la envidia, la ruindad y la maldad, que están siempre al acecho para oscurecer a la Fama.

Del peñasco salen cuatro surtidores que vierten sus aguas en los hijares del caballo espoleándole en su loca carrera. En la base, sobre ánforas que vierten agua, hay cuatro númenes de río: dos ancianos de luenga barba coronados de plantas acuáticas y dos ninfas.

Alrededor del estanque grupos de geniecillos montados sobre delfines arrojan agua por la boca.

Esta fuente, y debido a la altura que alcanza el chorro principal, moja al público que la rodea, aún en los días más calmados y calurosos, pero es maravilloso contemplar, como diría F. Villaespesa, las cascadas de perlas y los iris multicolores que forman el sol y el agua al caer de tan ingente altura. Culmina esta fuente la sinfonía de luz y color que nos ha acompañado en todo el recorrido.

En el parterre de esta fuente, aparte de la belleza del conjunto que, como hemos dicho antes, puede admirarse desde la barandilla de la entrada y como si fuera el epílogo triunfal de nuestro recorrido mitológico de las fuentes, hay que destacar dos estatuas: Dafne y Apolo, separadas algún trecho y colocadas en ademán de correr una en pos de otra.

De Apolo ya hablamos en su fuente de la Carrera de Caballos. Dafne era hija del río Peneo. Dijimos que Apolo, por culpa del Amor, sintió una gran pasión por Dafne, pero fasta siente todo lo contrario y huye de los requerimientos de Apolo. Comienza una frenética carrera – representada por las dos estatuas del parterre -, al final Apolo alcanza a Dafne, pero ésta pide ayuda a su padre, que al ver que el perseguidor abraza a su hija, la transforma en laurel. Apolo sólo puede abrazar a un tronco de árbol, pero como consuelo arranca algunas ramas y forma con ellas una corona. Desde entonces el laurel es la mejor recompensa de los poetas, artistas y héroes.

www.webdelagranja.com/palacio/mitologia_lafama.php

El rey Felipe V conoció el lugar hacia el año 1717 y, al año siguiente, entusiasmado por su belleza y sus condiciones cinegéticas, compró los terrenos con la intención de edificar un palacio. En el año 1721 comenzaron las obras.

La primera intención del rey fue construir una residencia sin lujos, para descansar y cazar. Más tarde, Felipe V y su segunda esposa Isabel de Farnesio embellecieron y ampliaron el palacio. Felipe V se retiró a este lugar en 1724 y durante los veinte años siguientes engrandeció los jardines y el palacio, que fue usado como residencia de verano por todos sus sucesores hasta Alfonso XIII.

Recientemente, se han acometido trabajos de restauración y de reordenación de las colecciones en los Salones Oficiales que nos permiten volver a la época de Felipe V.

Varios arquitectos intervinieron en la construcción del Palacio, Teodoro Ardemans; Juan Román (ayudante de Ardemans); Procaccini; Felipe Juvara y Sachetti.

Los tres últimos, fueron contratados por Isabel de Farnesio, que intentó dar al Palacio y a los Jardines un ambiente italiano.

El Palacio es un bello ejemplo de arquitectura palatina europea, con jardines y fuentes de estilo versallesco.

Presenta influencias francesa, del barroco español e italiana, esta última sobre todo en la etapa comprendida entre los años 1720 y 1740, época que coincide con la abdicación de Felipe V a favor de su hijo Luis y el traslado de Felipe V y su esposa Isabel de Farnesio a La Granja.

La fachada fue realizada en piedra rosácea de Sepúlveda por el italiano Juvara, mezclando diversos estilos, aunque con una clara influencia italiana. Toda la fachada está cubierta de balcones y ventanas flanqueadas por columnas con capiteles corintios y unas grandes pilastras que, arrancando del suelo, recorren las dos plantas del edificio. La escultura decorativa que realizó el escultor Baratta es de mármol de Carrara.

Una vez en su interior disfrutamos en su primera planta de la galería de estatuas, traídas de Roma. Siguiendo la visita destacamos el Salón de Mármoles y los comedores y estancias de la infanta Isabel.Belleza y lujo comedido en paredes, cuadros y ornamentación son la tónica general del Real Sitio. Habitaciones ricamente decoradas con mármoles de Carrara, lacas japonesas, tibores orientales, relojes, mobiliario, lámparas de cristal… todo ello de los siglos XVIII y XIX. En pintura, óleos de escuela flamenca del s. XVII y cobres del mismo estilo.

En el museo de tapices sobresalen las series flamencas de Los Honores, el Apocalipsis, la Historia de Ciro el Grande, Los Triunfos de Petrarca, y San Jerónimo en oración.

Las bóvedas están pintadas al fresco, y no perder detalle a la Sala de Lacas.

No olvidarse de "La Colegiata". Imposible, creo yo, ya que es lo primero que se ve del Palacio según se sube por la Alameda. Está situado en el centro y está rematado con unos bellos capiteles bulbosos que en su momento fueron una gran novedad en España.

En este templo reposan los cuerpos de los reyes Felipe V e Isabel de Farnesio.

Los jardines son uno de los mejores ejemplos que hoy se conservan de los jardines del siglo XVIII.

Ocupan 146 hectáreas, de las que 67 son auténticos bosques. Los planos fueron realizados por el ingeniero Merchán y los trabajos de jardinería por Botelou y Carlier, quien diseñó en el terreno ascendente situado frente al palacio un jardín dispuesto en tres ejes paralelos yuxtapuestos: La Cascada nueva, la Carrera de Caballos y la Ría.

Está formado con parterres y bosquetes delimitados con paredes de vegetación formadas con carpe, y alineaciones de árboles, en especial tilos y castaños de Indias. En el siglo XIX se introdujeron nuevas especies, sobre todo coníferas como las monumentales sequoias, plantadas ante la Real Colegiata, en los jardines del Medio Punto.

Los jardines se plantearon para tener más importancia que el propio palacio. El rey Felipe V planteó su construcción de acuerdo con los gustos franceses, lo que dio lugar a un jardín con abundantes adornos en las fuentes y las esculturas, aunque más adelante, la influencia italiana de Isabel de Farnesio también se hace notar en los jardines.

Dentro del conjunto destacan las fuentes, los grupos escultóricos y las estatuas realizadas por Thierry, Demandré, Pitué, Fermín y Bousseau. Para completar el conjunto se trajeron numerosas especies de árboles de diferentes lugares y países: cedros, tilos, arces, castaños de indias y sequoias.

Estatuas de mármol blanco, y jarrones del siglo XVIII, decoran los parterres y avenidas del jardín, que se completan con grandiosas esculturas en las fuentes, en plomo pintado imitando bronce.

Destacan las de Neptuno, Apolo y Andrómeda en la amplia perspectiva de las Carreras de Caballos; la Cascada de Anfítride, ante el Palacio; y las de las Ocho Calles, el Canastillo, los Baños de Diana y la Fama.

El agua que alimenta sus surtidores llega desde un gran depósito llamado "El Mar", situado por encima de la zona ajardinada, que recibe su caudal de los montes cercanos. Por la fuerza de la gravedad, como en el siglo XVIII, el agua de algunos surtidores alcanza los 40 metros de altura, como el de la fuente de la Fama.

www.webdelagranja.com/palacio/palacio.php

www.webdelagranja.com/palacio/mitologia.php

Toda la información se ha conseguido del libro "RECORRIDO MITOLÓGICO. Por las Fuentes de los Jardines de La Granja", de Francisco Herrero que ha editado la Editorial Biblioteca Icaro